Histórico

Conheça a história do Trote da Cidadania

São muitas as histórias trágicas ligadas a trotes violentos cometidos nas universidades brasileiras. Em 1980, o estudante Carlos Alberto de Souza, calouro da Universidade de Mogi das Cruzes, morreu vítima de espancamento, por resistir ao corte de cabelo dentro do “trem dos estudantes”, que ia da capital ao interior.

Entre inúmeros casos de morte por intoxicação, perda de audição, queimaduras de terceiro grau, e outras atrocidades, em 1999, outro caso ficou marcado na história do trote no Brasil. Edson Tsung Chi Hsueh, calouro do curso de medicina da USP, foi encontrado morto na piscina da Atlética após churrasco de “confraternização” com os veteranos. As causas da morte de Edson não foram apuradas até hoje.

Histórias como estas acontecem em universidades de todo o mundo. Por outro lado, ao mesmo tempo em que a barbárie continua acontecendo, cresce o número de trotes sociais, solidários e culturais.

Em 1999, a Fundação Educar DPaschoal desenvolveu o 1º Concurso Trote da Cidadania, que tinha como objetivo premiar a melhor recepção com ações sociais. Foram inscritos 15 projetos, sendo oito da PUC-Campinas e sete da Unicamp, com a escolha dos melhores projetos baseada nos critérios de articulação de parceiros, visibilidade e mensagem. A Faculdade de Educação Física da PUC-Campinas e a Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp foram premiadas com um microcomputador.

No ano seguinte, foi lançado o 2º Concurso Trote da Cidadania, expandindo as inscrições para as faculdades de todas as regiões brasileiras que haviam realizado uma ação social nos primeiros dias de aula. A Fundação Educar recebeu 35 inscrições. Além disso, novos manuais foram distribuídos para todas as faculdades do país, incentivando os alunos a organizar o trote cidadão.

A partir de 2001, os trotes sociais passaram a ter uma conotação menos assistencialista e mais sócio-educativa, com ações voltadas às necessidades reais das comunidades envolvidas. Em 2002, a Fundação Educar doou 120 mil livros infantis para ações de mobilização, além de ter apoiado a realização de capacitações e premiação de ações de continuidade. Em 2005, mais de 150 líderes universitários receberam o Certificado Trote da Cidadania - 8 Jeitos de Mudar o Mundo.

Em 2006, foi lançada a campanha com o slogan : “ No lugar de violência, consciência. No lugar de humilhação, mobilização” que teve grande repercussão na mídia e uma mobilização significativa de estudantes em diversas universidades como administração da PUC-SP, Escola de Comunicação e Artes, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e Turismo da USP, Mackenzie, Belas Artes, FEI, entre outras.



   
 
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